terça-feira, julho 24, 2007

Hangar, 19/07

No dia 19 de julho tive a grande oportunidade, juntamente com meus companheiros de banda, de subir ao palco de um grande bar de Curitiba, o Hangar. Intitulado “o templo do rock”, sua fama transpõe gerações. Existiu há alguns anos atrás (época na qual eu não frequentava o rock n’ roll e nem bares), mas felizmente voltou há cerca de 11 meses. Com certeza tem um dos melhores palcos da cidade e uma ótima estrutura para receber bandas.

Duas semanas antes da apresentação, deixamos um CD com seis músicas covers que gravamos há pouco tempo. Quase duas semanas depois (na quarta-feira que precediu a quinta-feira do show) o Eduardo ligou para saber o que tinham achado do material. Parece que a pessoa responsável não havia recebido nada. Mas avisou que na outra noite precisavam de uma banda em função da desistência de outros músicos. Prontamente aceitei a oportunidade. Demorou um pouco mas no fim todos aceitaram. Como a maioria trabalha cedo no outro dia (o André às 5h da manhã!) foi um pequeno sacrifício para cada um.

Finalmente chegou a aguardada noite. O luga estava meio vazio, até meio desanimado. Era para começarmos às 23h30. Atraso de uma hora.

Como convidados faríamos o show de abertura para abanda FBO. Era do conhecimento de todos que o tempo de nossa amostra sonora seria de 45 minutos. Subimos no palco. “Essa é a banda Mantenha Distância... blábláblá”, inicia o João. Primeira música e o povo se acostumando com nosso som. Ramones, banda certa. E segue o repertório. Na terceira música estavam todos em frente ao palco. Pouquíssimos ficaram na região do bar e das mesas, na parte de fora. E a galera se animando. Passamos por vários clássicos do rock n’ roll. O coro era certo. Não e recordo em qual música, mas uma cena engraçada ocorreu. Eis que duas garotas sobem no palco. No meio de alguma música. E dançam uma para a outra e se divertem. E alegram o público (formado em sua maioria por homens com seus cuturnos e jaquetas de couro). Legal. Tão legal que eu anunciei quatro vezes que tocaríamos a última música. O povo agitou. Vina e Lucy estavam lá, como sempre. Novos companheiros também, inclusive a Ju. Putz, duas da manhã. Tocamos por mais de uma hora. Lembra dos 45 minutos? É, foi. Saímos do palco. A outra banda sobe. O povo foi embora. Poucos restaram. Fiquei até o final, mas nossa noite já havia acabado.

Estava cansado depois de tantos pulos e quase tombos. A energia estava boa no local. E tenho certeza que contribuímos para isso. Por alguns minutos pelo menos quem estava lá esqueceu de muitas coisas, lembrou de outras. É bom distrair as pessoas com músicas e deixá-las alegres com algumas notas e um pouco de melodia. Isso faz uma e minhas paixões ser tão especial.

Abraço!

Bruno

Um comentário:

Eddie disse...

Hahaha ... Nada como aquela cena em q eu, com os dedos congelados de tanto frio, tocando o solo da Smoke on the Water, e o João, beudo, batendo com o microfone na minha guitarra ... rsrsrs...

Fora o Vina dando cabeçada no palco ... rsrsrs

Foi massa!! Valeu quem pôde estar presente....